domingo, 8 de novembro de 2015

13) LIXO E COCÔ DE CACHORRO

Não é uma marca, é uma característica humana que se repete em vários países.

Numa das minhas caminhadas, numa rua estreita perto de casa, duas senhoras discutiam. Uma com uma vassoura na mão e um balde ao lado. Outra, com um cachorro numa coleira. A calçada, molhada, recém-lavada. Ao me aproximar, vi que a de vassoura reclamava que o cachorro conduzido tinha feito cocô na calçada, que isso não era correto. A do cachorro disse que não podia fazer nada. Ela saía com o animal, ele fazia, e daí? A outra disse que o cachorro realmente não tinha culpa. A culpa era da dona. Continuei minha caminhada. A discussão continuou.

Pois é. Curioso isso, mas pra se andar por aqui é preciso cuidar muito pra não enterrar o pé nos cocôs de cachorros distribuídos pelas calçadas. Não se veem pessoas passeando com os animais com o tradicional saquinho na mão. E o dejeto fica no meio da calçada.

Outra coisa é o lixo. Estamos acostumados, em Curitiba, a separar o lixo orgânico do “lixo que não é lixo”. Temos recipientes separados. Aqui no nosso bairro é tudo junto. E há muito lixo espalhado pelas calçadas. As pessoas jogam latinhas de cerveja, pets de refrigerantes, embalagens de salgadinhos, de chocolates, papéis de sorvete, embalagens diversas. Não só aqui. Ontem de manhã, passando de ônibus, vimos na entrada de uma faculdade um monte de lixo deixado na noite anterior. Lá por 10 h da manhã, os garis limpam tudo.

E não faltam lixeiras. Perto do ponto de ônibus que utilizamos havia lixo no chão, a dois metros de uma lixeira.

Agora pouco, um dos vizinhos desembalou alguma coisa grande que comprou, e depositou os plásticos e papelão embaixo de uma árvore na frente do prédio. A lixeira está a 20 m!

Caminhando, eu e Ju, no centro, um senhor estava com um cachorro, e, surpreendentemente, com um saquinho plástico nas mãos. O cachorro defecou, o cidadão recolheu o produto e... jogou na grama. Lá ficou o saquinho com o conteúdo desagradável. Perto, na calçada, uma lixeira parecia dizer: “Ei! Ói eu aqui!”

Com isso, não se pode generalizar que o espanhol é relaxado. São algumas pessoas, em alguns lugares. Questão de educação. Igual no Brasil. Generalizações são enganadoras. Isso não é uma característica do valenciano ou do espanhol. É uma ocorrência que acontece em qualquer país.

Muito menos pensar que isso quebra o encanto e a beleza da cidade. Adorei este lugar! De novo: são algumas pessoas, alguns lugares. Mal-educados existem em qualquer parte. 


PS.: Se quiserem ver o prédio mais estreito da Espanha (quiçá da Europa), está na página “Fotos”. Tem 1,05 m de largura. É verdade mesmo. Consegui só entrar no térreo. A escada estava impedida. Gostaria de conhecer por dentro. O andar deve ser um corredor, sei lá como.

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